• César Lanzoni

Você sabia que a maconha já está legalizada no Brasil?






Em 2017, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o primeiro medicamento no mercado brasileiro à base de canabinóides, moléculas extraídas da Cannabis sativa, para tratamento de espasmos causados pela esclerose múltipla. O medicamento produzido pela empresa Ipsen no Brasil existe desde 2005, quando foi lançado no Canadá, sendo o primeiro remédio à base de canabinóides do mundo. O Sativex, como é conhecido nos Estados Unidos, está disponível em mais de 25 país e é vendido no mercado brasileiro sob o nome "Mevatyl".


O medicamento é composto por duas substâncias presentes na maconha e que têm ação no nosso sistema nervoso, o tetraidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD). Apesar de terem nomes complicados, elas agem de forma simples, se ligando a receptores próprios para esse tipo de molécula no nosso corpo – é como uma chave entrando em uma fechadura. Cada fechadura tem sua chave, e cada receptor tem sua substância. Isso quer dizer que nosso corpo tem fechaduras próprias para moléculas da maconha? Sim! E isso só é possível porque produzimos substâncias parecidas, os chamados endocanabinoides, que tem ação de diminuir a imunidade, proteger e regular as funções do nosso cérebro e regular a dor.


O "Mevatyl" é usado para melhorar a rigidez que a esclerose múltipla causa nos braços e nas pernas, ajudando na movimentação do corpo por meio de ativação dos receptores canabinoides. E esse é só um dos muitos usos que a maconha pode ter como remédio.

Outro medicamento presente no mercado internacional é o "Nabilone", um canabinoide sintético similar às moléculas encontradas na Cannabis sativa e no corpo humano. Ele foi aprovado nos EUA em 1981 para usos medicinais e é usado para reduzir os episódios de vômito em pacientes que fazem quimioterapia e também como analgésico para dores neuropáticas.


Importante dizer que esses remédios não são feitos em forma de cigarros, como no uso recreativo. "Mevatyl" é um spray usado por via oral e tem venda controlada, necessitando prescrição médica com receita de acordo com as normas da ANVISA.

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Programa de Pós Graduação em Biociências

Responsável: Francisney Pinto do Nascimento, PhD

 

 

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